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Associativismo
Entrevista a Fernando Saldanha - “O Carnaval da Mealhada supera as suas capacidades financeiras”

Em período de rescaldo da edição de 2010 do Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada, e a poucos meses do final do seu mandato, Fernando Saldanha, presidente da Associação de Carnaval da Bairrada (ACB) conversou com Mónica Sofia Lopes, repórter do Jornal da Mealhada, numa entrevista onde são focados diversos assuntos, tais como, a qualidade do evento, a promoção positiva do concurso de escolas de samba, o patrocínio dado pela Câmara Municipal da Mealhada (CMM), mas também a fraca adesão dos comerciantes e dos produtores da região, assim como do Turismo Centro de Portugal. Para Saldanha, apesar das auditorias e de problemas com as Finanças e até em Tribunal, o balanço é positivo e a prova disso são “dois excelentes carnavais”.

Já há valores oficiais do evento de 2010?
Para já não há. No dia 25 de Março haverá uma assembleia, onde serão apresentadas as contas do ano de 2009, conforme as Finanças exigem, e onde poderá ser dada alguma informação sobre o Carnaval de 2010. Pode ser que nessa altura já tenhamos valores para apresentar. Posso dizer, que felizmente, e pelas contas que estou a fazer, não vou ter prejuízo e tenho dinheiro para pagar tudo.

Independentemente dos valores de 2010, consegue fazer uma ideia do número de pessoas que veio ao Carnaval?
Este ano tivemos uma quebra de trinta por cento em relação ao ano passado. Tendo em conta no ano de 2009 tivemos dois dias de sol maravilhosos e já não foi famoso, este ano, com o tempo que esteve – vento e chuva – pior foi. Também temos que considerar que estamos em crise. E não só…

Refere-se a mais quê?
Há uma situação que não podemos esquecer: Neste momento, quase todas as terras têm Carnavais, uns “Entrudos” e umas brincadeiras, mas que fazem com que as pessoas não venham ver um bom Carnaval e fiquem pelas suas terras.
Por outro lado, o Carnaval da Mealhada chegou a um patamar de qualidade muito alto e rico, isto é, supera as suas capacidades financeiras. Esta riqueza deveria ser paga pelo público, que é quem não adere ao evento!

E qual é a alternativa? Diminuir a qualidade do Carnaval da Mealhada?
Sim. Caso contrário, quem aqui estiver vai sempre passar por uma situação de risco. Risco não só para a ACB, mas para a CMM, que é o nosso maior patrocinador – não dá apenas os cem mil euros, mas apoia também em toda a logística.

Recentemente, em notícia dada pelo Jornal da Mealhada, ficou-se a saber que, contrariamente, ao que tinha sido divulgado há um ano, a ACB não tem qualquer obrigação de pagamento de impostos ao Estado em sede de IVA (Imposto de Valor Acrescentado). Este valor já foi pago e vai ser restituído?
Apenas pagamos IVA das facturações que estamos sujeitos, contudo, não pagamos IVA de nada do que facturamos, como é o caso das Bilheteiras do evento, que seria o que levava mais dinheiro.

Mas o contabilista da ACB chegou a ter alguma reunião com um técnico das Finanças?
Houve uma reunião no passado dia 26 de Janeiro, entre Fernando Castela, Técnico de Contas da ACB, e um técnico das Finanças, onde o nosso contabilista foi informado de tudo o que andava a passar e o que ia acontecer.
Na prática, está tudo bem. Nem nós temos que pagar nada às Finanças, nem vice-versa.
A prova evidente do dinheiro que recebemos da CMM, o ano passado e este, foi feito com a apresentação de todos os documentos desses valores.

Já nos disse que a qualidade do Carnaval é superior a adesão do público. Onde é que este Carnaval se torna tão grandioso?
O que penso, e tenho visto em relação a um Carnaval muito próximo de nós, o de Ovar, é que somos muito superiores. Nos carros alegóricos, somos mais profissionais, mesmo este ano que foram feitos pela “prata da casa”, e a nível das escolas, que se apresentam com cor, alegria, imaginação e qualidade. Isto não acontece em outros Carnavais, em que a qualidade é menor, mas o publico adere muito mais. E eu não entendo porquê!

“Trazer um actor português fica muito mais caro”

O rei brasileiro pode ser um entrave à vinda do público? Reis portugueses não chamariam mais pessoas?
Não podemos apontar esse facto, pois o Carnaval de Ovar não tem nenhum rei. Figueira da Foz tem reis portugueses e Estarreja também, mas se formos fazer uma análise às tabelas que recebemos de empresas, garanto que trazer um actor português fica muito mais caro.
A tradição de um rei brasileiro na Mealhada já é antiga, desde o ano de 1978, e julgo que não a devemos mudar. Porque quer queiramos quer não este é mesmo o Carnaval mais brasileiro de Portugal.

O ano passado, teve a ajuda do artista brasileiro Paulo Burian. Este ano não o contratou como forma de reduzir custos?
Não era possível contratá-lo. O orçamento do ano passado foi demasiado alto.

E onde reduziu mais os custos?
No armazém, na construção dos carros alegóricos, uma vez que foram feitos por mealhadenses. Mostrei-lhes os projectos, eles disseram-me que era possível realizá-los. Aceitei, confiei e estou muito satisfeito. Fizeram um óptimo trabalho, poupando o máximo de material, mas mantendo a qualidade.

Em relação às escolas não houve diminuição de custos?
Não houve e nem pode haver. Se houver redução da verba que a ACB dá por cada elemento de cada escola, a qualidade também terá que ser menor. Que é o vai acabar por acontecer, como já disse. Em relação à publicidade, e depois da situação do primeiro rei – Eriberto Leão - que estava oficialmente contratado, deve ter gasto mais dinheiro do que aquele que esperava.
A publicidade ficou-nos em dois mil e quinhentos euros, contudo, o problema foi que houve uma redução financeira da parte da entidade que nos ajudava neste sentido. Foram mil e quinhentos euros a menos que pagaram à Gráfica.

E como encarou essa situação do rei? Não havia forma de ser penalizado?
Para ficar tudo bem a nível de Finanças e da CMM, a mesma empresa que nos trouxe o rei do ano passado era a que nos trazia o deste ano. O ano passado nada falhou, este ano foi o que se viu.
No dia da conferência de imprensa na CMM, antes de sair desta porta, telefonei para o Brasil para confirmar tudo e eles garantiram-me que eu podia avançar. Temos que reconhecer que a empresa brasileira também não teve culpa do que aconteceu com Eriberto Leão, que “abandonou” o compromisso que tinha em busca de outros.

O Concurso de Escolas de Samba, promovido pelo Jornal da Mealhada, melhora ou não este espectáculo?
O concurso, na minha opinião, é bom. As escolas fazem questão em se aperfeiçoar e em se apresentarem dignamente para ganharem o primeiro prémio.
Apenas acho que o concurso teria que ser os dois dias, uma vez que há escolas que apenas trabalham para esse dia. E às vezes esse empenho é jogado fora devido a algumas escolas serem prejudicadas por outras, como aconteceu este ano.

“Atraso de uma das escolas prejudicou muito o Carnaval da Mealhada”

Refere-se a quê?
Refiro-me ao atraso de uma escola, no desfile de domingo, que fez com que a ACB é que ficasse com as culpas. O início do desfile, marcado para as 15 horas, foi cumprido, rigorosamente, mas devido ao atraso de uma das escolas, a quarta teve que passar para segundo lugar, na disposição do corso. Por acaso, essa escola foi uma das que cumpriu os horários, se não tivesse sido, tínhamos ali um grave problema.
Para além disso, a escola, que ia em último lugar – Sócios da Mangueira -, e o rei, quando chegaram ao final do percurso era já de noite e já não estava quase ninguém a assistir. Isso prejudicou muito o Carnaval da Mealhada.

Há forma de penalizar essa escola?
Há, claro que há e isso vai acontecer, uma vez que, depois de uma reunião, todas as escolas o exigiram. Nas próximas edições, e se o concurso continuar, essa é também uma das regras que deve ser colocada no regulamento. Foi mau para nós da ACB, mas muito pior para o público e para as outras escolas.

O atraso deveu-se apenas a isso?
Sim, apesar de que as escolas também se habituaram a parar cada vez que vêem um contentor dos júris. Estou convencido que pensam que são mais pontuadas por isso. O concurso também devia penalizar este facto.

Este ano, houve também duas escolas que levaram temas parecidos. Em entrevista ao nosso jornal, o presidente de uma delas disse que esta situação não devia ser permitida. Concorda?
Os temas foram apresentados a um senhor carnavalesco – Paulo Barros -, da Escola de Samba Tijuca, do Rio de Janeiro. Ele achou que não havia nenhum problema, porque o projecto seria sempre diferente. Por outro lado, como houve muito atraso em algumas coisas, avançou-se com isso. Sou da opinião que as escolas deviam conversar sobre os temas, entre elas, para não haver este tipo de situações.

Em relação ao Paulo Barros, a escola que ele preside, no Brasil, venceu. Como se sente pelo facto de ter sido ele a fazer os desenhos de quatro escolas do Carnaval da Mealhada?
Paulo Barros desenhou os fatos para as cinco escolas de samba, mas o GRES Batuque não aceitou e desenhou outros fatos. Temos que nos convencer que o Carnaval Brasileiro é no Brasil. No Brasil, se a Tijuca venceu é porque tem qualidade e se a tem deve-se a ele. E talvez não tenha sido por acaso, que na Mealhada, os Amigos da Tijuca obtiveram a melhor nota nas Alegorias e os Sócios da Mangueira tenham vencido este concurso.

“O Turismo do Centro não dá valor nenhum à projecção do Carnaval da Mealhada”

Na semana que antecedeu ao Carnaval, Fernando Saldanha teceu críticas, num jornal regional, ao Turismo do Centro de Portugal. Porquê?
O Turismo do Centro não dá valor nenhum à projecção do Carnaval da Mealhada. Fiz um pedido de apoio à qual nem resposta obtive. Essa resposta veio a 19 de Fevereiro, possivelmente depois de lerem esse trabalho, onde o pedido foi indeferido devido a cortes orçamentais desta entidade. Como o Carnaval foi a 14 e 16 de Fevereiro, achei que a resposta veio um pouco fora do tempo.

Nos cartazes do Carnaval da Bairrada lê-se que é também a Festa do Vinho. Será mesmo assim?
Mandámos um comunicado a todos os produtores particulares, caves e adegas da região para estarem presentes no Carnaval da Mealhada e representarem os seus produtos. Levávamos um valor mínimo para ajuda da logística que seria necessária, mas só dois produtores aderiram.

Acha que não dão importância ao evento?
Não dão valor nenhum ao Carnaval. Não aproveitam a dimensão deste evento para se promoverem.
A Quinta do Encontro não aderiu, mas fez questão em convidar o rei para mostrar o que tem lá. Era mau o rei ir para o Brasil dizer que teve na Festa do Vinho, mas que vinho não viu nenhum.

O que achou do rei, que acabou por ser uma segunda escolha?
Exceptuando algumas situações, de uma maneira geral, todos os reis se portam á altura do evento. Quando chegam à Mealhada e vêm à sede da ACB ficam estupefactos com o espólio dos cartazes de todos os eventos, que mostra que por aqui já passaram bons actores. Ficam maravilhados e orgulhosos de fazer parte do “grupo”.
Muitos dizem que o nosso Carnaval já é melhor que muitos Carnavais do Brasil, como por exemplo, o da Baía e o de São Paulo.

Na internet corre uma petição, onde os signatários pedem que o Carnaval volte para o centro da cidade e “abandone” o Sambódromo. O que pensa disto?

Toda a gente é livre de fazer uma petição. Com certeza que essa pessoa ainda não fez uma análise concreta da diferença do Carnaval num local e no outro. Em primeiro lugar, os carros alegóricos já não chegam para este espaço. Em segundo lugar, a dimensão do Carnaval da Mealhada merece ter um lugar próprio para as pessoas se exibirem e estarem bem. Em terceiro lugar, a situação das pipas do vinho, referida também na petição, chegou a estar presente no sambódromo, mas já havia balão e as pipas regressaram quase cheias para trás. Mesmo assim, sem que haja pipas de vinho, temos um corpo activo de Bombeiros e da Cruz Vermelha sempre em acção, nem quero imaginar se houvesse as tais pipas, não sei de quantas corporações iríamos precisar.
O senhor que promoveu a petição diz: “Vamos levar o Carnaval à Bairrada”. Estou triste com isso. Quer dizer que eu por viver do lado de lá da linha já não sou da Bairrada?
Também se refere à Feira Popular que existia. As pessoas, muitas leigas no assunto, esquecem-se que os vendedores ambulantes foram proibidos quando o Jardim Público foi todo empedrado.

Em relação ao novo trajecto do corso – início nos Estaleiros Municipais e fim nas Piscinas Municipais -, acha que foi este ano que acertou?
Julgo que sim. Não houve passagens de escolas umas pelas outras. A CMM, nesse sentido, apoiou e ajudou muito também.

Exceptuando a CMM, que outros apoios o Carnaval tem?
Este ano, colocámos publicidade sonora dentro da cidade da Mealhada e no Sambódromo. Dez “spots” por dia tinham um custo de cinquenta euros. A aderência foi mínima. Só três restaurantes é que aderiram e estabelecimentos comerciais foram muito poucos.

E os patrocínios…
Tivemos os patrocínios da Sagres, em produto, a Água do Luso, em água para as escolas, a Multiviagens em dinheiro, mas pouco, e o do Intermarché, que nos cortou grande parte da verba que dava a nível de publicidade.
Aproveito para fazer um agradecimento público a todos aqueles que fizeram publicidades sonora e estática e também aos elementos da ACB, que trabalha, praticamente durante um ano, gratuitamente.

“Gostaria de fazer um desfile de escolas de samba, no mês de Junho”

Na sua opinião, e uma vez que diz que a ACB trabalha um ano inteiro, não acha que esta entidade deveria promover mais actividades ao longo do ano?
Para além do Carnaval, organizamos o Festival de Samba, e não temos mais tempo para nada. Somos três ou quatro a trabalhar para o Carnaval e por isso não há capacidade para organizar mais nada.
O que eu gostaria de fazer, apesar de o meu mandato terminar no próximo mês de Maio, era um desfile, no mês de Julho, de escolas de samba. Aproveitar o facto de os carros estarem feitos e as escolas terem os fatos todos. Com o tempo mais quente e com a probabilidade de haver sol, com certeza que o espectáculo seria muito mais brilhante. O dinheiro desse espectáculo, cinquenta por cento da receita seria para ajudar as escolas e os outros cinquenta seriam para a ACB pagar as suas despesas.
No ano de 1991, em que também fazia parte da direcção, fizemos um desfile no domingo de Quaresma, onde participaram escolas de outras localidades. Fizemos um Carnaval maravilhoso, onde conseguimos realizar seiscentos contos.

A CMM apresentou ao nosso jornal o projecto das novas instalações dos Paços do Concelho, que ocupará as actuais instalações da ACB, do GRES Batuque e do GRES Juventude de Paquetá. Qual será o futuro destas entidades?
Não temos conhecimento do “nosso” futuro, mas foi-nos garantido que não houvesse preocupação pois nos iria ser cedida uma sede.

“Comecei muito mal, a dar a cara por auditorias, Finanças e até fui a Tribunal”

Em Maio termina o seu mandato, que balanço faz destes últimos dois anos?
Faço um balanço muito positivo. Gostei e tive orgulho em tudo o que fiz. Comecei muito mal, a dar a cara por auditorias, Finanças e até fui a Tribunal, mas consegui colocar isto como eu gostava. Fiz dois excelentes Carnavais. Até li nos jornais que este Carnaval poderá ter sido o melhor de sempre.
Para este lugar pode vir a direcção que quiser, que vai encontrar tudo legal e resolvido.

Não pensa em recandidatar-se?
Em princípio não. Embora já haja pedidos para eu ficar, por parte de algumas pessoas, não tenho muita aceitação familiar e até a nível profissional. Anda para aí tanta gente nova a pedir petições pode ser que até tenham bagagem para isto.


Data Publicação: 2010-03-09
Autor: JM

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Comentários


Ovar sem rei ?? - 2010-07-15
"O rei brasileiro pode ser um entrave à vinda do público? Reis portugueses não chamariam mais pessoas?Não podemos apontar esse facto, pois o Carnaval de Ovar não tem nenhum rei."O Carnaval de Ovar não tem rei ???De onde é que tirou isso?Ovar TEM REI sim senhor !!Não contrata é pessoal de novelas nem nada do género.O Rei do Carnaval de Ovar é conhecido mas é na terra !Não precisamos de Tony Carreiras nem de floribelas."O que penso, e tenho visto em relação a um Carnaval muito próximo de nós, o de Ovar, é que somos muito superiores. Nos carros alegóricos, somos mais profissionais, mesmo este ano que foram feitos pela “prata da casaâ€, e a nível das escolas, que se apresentam com cor, alegria, imaginação e qualidade. Isto não acontece em outros Carnavais, em que a qualidade é menor, mas o publico adere muito mais. E eu não entendo porquê!"Deixe-me rir por favor.O senhor não percebe é nada de carnaval!Eu aconselhava-o a ver o DVD do Carnaval de Ovar já que o senhor não veio ver ao vivo o nosso Carnaval.

Cem mil euros... - 2010-03-15
Explique, se faz favor, o que quer dizer com isso... Sim, pq se formos a medir o orçamento da Feira de Artesanato (em que os visitantantes são sempre os mesmos) e o dinheiro que é gasto com outros eventos similares, isto não dá pra nada...

BUzz - 2010-03-14
Superior ao de Ovar??Vejam no Youtube! http://www.youtube.com/watch?v=QJZ0XXm5Q0I

cem mil euros - 2010-03-13
Dava o texto desta entrevista a um humorista e era um sucesso.

Ó Carlos... - 2010-03-12
Está atrasado dois anos.. esta direcção nunca teve qualquer desaguisado com a C.M.M., desde cedo definiu qm faria os projectos das escolas (tirando uma excepção) e já tinha o carnaval 2010 "pronto" em Dez/09... Ora, o amigo não fale daquilo que sabe, não critique qm perde imenso tempo gartuitamente e não me faça citar o R.A.P. "... falam, falam, ... e não os vejo a fazer nada"... Pq cada 2 anos há A.G. e não vejo ninguém a queres fazer algo pla própria terra...

e mais... - 2010-03-12
essa treta da Pet.online, vale o que vale... Qm manda no Carnaval ainda são as Escolas e a Direcção da A.C.B. Qm achar que pode (e deve) fazer melhor, chega-se com uma nova direcção q trabalhe (com pouco dinheiro) e ponha o Corso na rua onde quiserem... Pq enqto o pessoal achar´q é na Avª. do Sambódromo, aí continuará...

e ainda... - 2010-03-12
Não reconheço legitimidade, quer ao peticionário, quer à maior parte dos assinantes, pra virem com essa treta, uma vez que nunca foram da organização de qualquer evento... Quando muito, passistas e.... enfim!... Vão mas é trabalhar!....

Um dos signatários da petição - 2010-03-12
Qualquer pessoa ainda é livre, penso eu, de exercer a sua opinião, sobretudo quando o faz com respeito, assumindo aquilo que pensa em prol do benefício de uma causa. O mesmo se aplica a quem tem uma opinião diferente.Não li em nenhum lado, sobretudo na petição que assinei, qualquer critica à actual ou anteriores Direcções da ACB. Em suma ! Quem quer ser respeitado dá-se ao respeito.P.S. - Quem assina "ó carlos"... "e mais" ... "e ainda"... não está claramente contente com o actual Carnaval da Mealhada, por isso, na minha opinião, creio não ser esta a forma nem a liguagem mais correcta de contribuir para o seu desenvolvimento.

CarnavalCentroCidade - 2010-03-12
Realmente opinar é para todos, mas quando toca a trabalhar não aparece nenhum!! Gostem ou não gostem (essas 10 pessoas pró-sambódromo), haverá nova direcção na ACB e o Carnaval voltará para onde não deveria ter saído...

Um dos signatários da petição - cont - 2010-03-12
É esta é imagem que querem transmitir do Carnaval? É com este tipo de "comentários" que pensam convencer os patrocinadores, Região de Turismo e outros?

Um dos signatários da petição - conclusão - 2010-03-12
Claro que as perguntas anteriores eram dirigidas ao Ex.mo Senhor (ó Carlos...), que apesar de não se identificar, fala em "esta direcção"

Anónima - 2010-03-12
É no mínimo curioso este fenómeno, antes,durante e depois do Carnaval.Noticiam-se acidentes, problemas sérios de algumas instituições concelhias, a honra de termos o Buçaco como finalista das Maravilhas do nosso País ou até do Mundo e nada nos suscita qualquer comentário.!!Sai uma noticia do Carnaval e, muita gente , consegue emitir uma opinião, raramente favorável ou a agradecer o que certas pessoas fazem, gratuitamente, pela sua terra.Efectivamente É preciso viver os problemas que têm de ser ultrapassados, o risco de terem todas as despesas feitas, que ultrapassam largamente todos os subsídios, e, de repente, porque o S.Pedro decide abrir as portas , ninguém sair de casa para desfilar ou assistir ao evento. Quem já¡ pensou quem assume a diferença, da despesa para o subsídio ?É muito fácil criticar e normalmente fala quem não faz , nem nunca fez, nada pela sua terra ...Já¡ agora, se eventualmente , "devolverem o Carnaval Á  Bairrada" ou antes, ao centro da Mealhada, porque pelo que sei da Bairrada nunca saiu, eu como Mealhadense, sinto-me com o direito de exigir acesso de borla. Sou contribuinte como os que têm o privilégio de assistir de suas casas sem qualquer contribuição. Até há¡ quem receba muitos hóspedes , digo, amigos, nesses dias...!

Piromaníaco... - 2010-03-12
adoro incendear... lol

Anónimo - 2010-03-12
Cara anónima, como Mealhadense, portanto minha conterranea, deve concordar que o Carnaval da Bairrada deveria ser uma montra, por excelência, de tudo o que a Mealhada tem de bom para oferecer, nomeadamente em termos turisticos. O Buçaco, o Luso (termas, água), o leitão, o pão, o vinho e tudo o resto que temos para oferecer, não podem estar dissociados da sua maior festa, à semelhança do que têm vindo a fazer os concelhos nossos vizinhos que até à pouco tempo não tinham nada. Eventualmente até contribuir para o desenvolvimento do seu negócio do seu posto de trabalho etc... A questão principal é: o Carnaval precisa de mudar o seu rumo, com esta ou com outra direcção, caso contrário a tendência é terminar.Tal como a senhora, contribuo com os meus impostos, também não moro dentro do circuito (nem no centro nem no sambódromo - sim também lá moram algumas pessoas) nem tão pouco tenho qualquer tipo de negócio que venha a beneficiar com a dita mudança, ou ausência dela, sou apenas um Mealhadense, orgulhoso de o ser, e que por isso acho que, a Sra. ao argumentar com as supostas entradas gratuitas no cortejo está a ser demasiado ... custa definir... "ridicula" para perder o seu tempo... Se acha que tem algo de util a dizer, acho muito bem que o faça, mas por favor poupe um pouco a nossa inteligência e orgulho pela Mealhada.

CARLOS - 2010-03-11
eu li bem, ou esta escrito que em publicidade foi investido 2500€???!! nos tempos que correm, e em que a oferta é tanta seria de esperar que se reforçe o investimento em publicidade. Assim não é de admirar a falta de afluencia de publico. Tambem espantoso é ler que a solução é em diminuir a qualidade, é impressaõ minha ou é a coisa mais ridicula que ja se ouviu. Das mais elementares de gestão e economia, se se tem um bom produto jamais se pode diminuir a qualidade mas sim arranjar soluções para o promover e vender. Queixam-se ainda com falta de apoios em publicidade, mas não será de admirar. Pois foi só ler os jornais algumas semanas antes de se realizar o carnaval, para pensar duas vezes em investir num evento destes, senão veja-se, a ACB não se entendia com a camara, depois era a crise, e cortes e mais cortes, era não contratar o responsavel pelos carros alegoricos, era cortar no montante por cada participante nas escolas, era cortar nas bancadas. Ora para o investidor que está de fora tem toda a legitimidade para pensar duas vezes se deve investir. Dá demasiada impressão que tudo é demasiado amador, muito em cima do joelho, e uma grande interrogação se vai sair alguma coisa de jeito á rua. Para todos os que estiveram envolvidos no carnaval 2010 os meus parabéns.

j.c - 2010-03-11
so sabem criticar ,agora fazer algo ...

O Autor - 2010-03-10
O senhor que promoveu a petição não diz "Vamos levar o Carnaval à Bairrada", mas sim "Vamos devolver o Carnaval à Bairrada". Talvez tenha sido a incorrecta interpretação do texto que levou à hilariante dúvida da linha.

diogo - 2010-03-10
O que penso, e tenho visto em relação a um Carnaval muito próximo de nós, o de Ovar, é que somos muito superioresVoce sabe la o que é carnaval :)

Marrocano - 2010-03-10
O Carnaval do Diogo deve ser mais "entradas", digo entrudos....

daniel 1 - 2010-03-10
Oh Saldanha!!!A ignorância a ti assenta que nem uma luva...a falar do que não sabe....o carnaval de Ovar não precisa de contratar gente de fora. O Rei é sempre uma personalidade Vareira, e todos os anos tem um novo.Emitir opinião sem ser conhecedor dos factos...

Carapau - 2010-03-10
Exmo Sr. Saldanha se a sua ignorância em relação a Carnaval pagasse imposto não seria tão fácil não pagar nada às finanças como dizem...




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