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22 Maio 2013
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"Um charlatão crítico da austeridade pode conseguir uma tribuna na televisão; um charlatão partidário da austeridade pode chegar a secretário de estado. Ou até um pouco mais acima"           Ricardo Araújo Pereira

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O saque
17 Ago 2012, 17:50
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Acabamos  de saber pelos meios de comunicação social que a nossa conta da água e do gás irá ser agravado com mais umas alcavalas. Nada disto nos espantaria já que,  nas respetivas faturas, vem sendo sina verter tudo e mais alguma coisa para nos sacar mais uns cobres para além do custo do produto.
Afinal, pagamos o que consumimos e o que não consumimos assim como se o merceeiro nos cobrasse, para além do preço do  açúcar e da farinha, as custas específicas de estar com a porta aberta ao nosso dispor; pagamos o lixo que fazemos e não fazemos, o que despejamos e não despejamos; pagamos pela  passagem da linha pelo território concelhio mesmo que a milhas do nosso quintal; pagamos o que vemos e o que não vemos o que ouvimos e não ouvimos na nossa RTP/RDP.  E o mais que nos vão debitando.
O que nos revolta , todavia, é que tenhamos de pagar ao estado as custas da sua intervenção como entidade reguladora e fiscalizadora, isto é, segundo se reza, cair-nos á nas contas da energia os encargos estatais pela manutenção da estrutura administrativa que superentende e regula esse sector.
Quer isto dizer que, qualquer dia, vamos ter que pagar por qualquer outra porta travessa, o trabalho dos cobradores de impostos, das polícias, dos professores, etc., etc…
Trata-se duma maneira ardilosa de, tal como recomenda a troika, diminuir as despesas do estado e, assim, folgar o orçamento sem ser por via do aumento das receitas.
Este chiquespertismo não nos surpreende dada a convivência de muitos anos. O que nos revolta é a forma ostensivamente capciosa como estas coisas se fazem, como se fossemos carneiros de um qualquer rebanho domesticado por um pastor de meia tigela.
Já vai sendo tempo de o Governo se lembrar que, do outro lado da barricada, sim porque há muito que saltámos o muro da complacência e da patriótica compreensão. Do outro lado da barricada, dizíamos nós, estão cidadãos que pensam e que não engolem tudo o que  passa pela real gana dessa gentinha medíocre.
Até aqui, temos contribuído para salvar o país das misérias que fizeram. Por este caminho, entra-se no plano do puro saque e esse, meus amigos, não vamos aceitar.

RENATO MACEDO ÁVILA

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