Rita Rato vai estar amanhã nos portões da Escola Secundária da Mealhada
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Rita Rato, deputada na Assembleia da República do Partido Comunista Português, vai fazer, amanhã, 9 de Novembro, pelas 13h 30m, uma distribuição nos portões da Escola Secundária da Mealhada.
Segundo comunicado da Organização Regional de Aveiro do Ensino Secundário da Juventude Comunista Portuguesa “esta distribuição enquadra-se com os acontecimentos sucedidos no dia 27 de Outubro de 2009, quando estudantes foram oprimidos e reprimidos pelo director da escola, para que estes não se manifestassem no dia 28 de Outubro”. A visita “tem como finalidade ouvir e esclarecer todos os estudantes sobre o sucedido”.
MSL
Noticia do Jornal da Mealhada da edição de 4 de Novembro de 2009 sobre este assunto:
Escola Secundária da Mealhada
Uma tarja e jornalistas assinalaram manifestação... que não chegou a realizar-se
“Dia 28 de Outubro temos que sair à rua unidos e lutar por uma Escola Pública, Gratuita, Democrática e de Qualidade!”. Esta era uma das declarações inseridas nos panfletos que andaram a ser distribuídos, por alguns alunos, na Escola Secundária da Mealhada (ESM), na passada terça-feira, 27 de Outubro, onde alertavam para a manifestação do dia seguinte. Fernando Trindade, director da escola, apreendeu os papéis, alegando que “não havia permissão para tal acto ser feito na escola”. A manifestação não se realizou e a Organização Regional de Aveiro do Ensino Secundário da Juventude Comunista Portuguesa “condenou” a atitude do director da ESM.
“O fim dos Exames Nacionais; Fim das aulas de substituição; Implementação da Educação Sexual; Revogação do Estatuto do Aluno; Melhores condições materiais e humanas; Não ao regime de faltas; Gratuitidade dos manuais escolares”, eram muitas das políticas “propostas” nos panfletos distribuídos, onde ainda se podia ler que “as políticas deste governo na educação levam ao fim do ensino público ao mesmo tempo que financiam o ensino privado. A política, de cortes e desinvestimento na educação, deste governo é responsável pelos problemas dos estudantes da Escola Secundária da Mealhada”.
A notícia da manifestação chegou ao conhecimento da comunicação social, no passado dia 26 de Outubro, através de correio electrónico, assinado por um aluno, que alertava para a manifestação que teria inicio na Escola Secundária da Mealhada e terminaria na Câmara Municipal da Mealhada. “Será lida uma carta aberta que irá ser entregue na Câmara Municipal com o intuito de fazer chegar as nossas vozes ao Ministério da Educação”, podia ler-se no “email”.
Contudo, e chegada a manhã do dia 28 de Outubro, apenas jornalistas e uma tarja na vedação do estabelecimento de ensino assinalavam a intenção de uma manifestação, que não se chegou a realizar. “Ontem, apercebi-me que cinco, seis alunos andavam a distribuir panfletos à porta da escola, obviamente, que tive de tomar algumas atitudes. Recolhi todos os papéis, uma vez que é totalmente proibido distribui-los na escola sem autorização, e tomei algumas medidas de noite para não correr o risco de chegar aqui de manhã e ter os portões fechados a cadeado”, declarou Fernando Trindade aos jornalistas, que garantiu: “Isto não é forma de manifestar o que quer que seja. É de uma infantilidade tremenda”.
No mesmo dia, e através de correio electrónico, chegou, às
redacções dos jornais, um comunicado da Organização Regional de Aveiro do Ensino Secundário da Juventude Comunista Portuguesa. “Condenamos veemente a atitude e o procedimento levados a cabo pelo director da Escola Secundária da Mealhada perante a Manifestação de Estudantes que se iria realizar no dia de hoje. O efectivo impedimento desta iniciativa, por via da confiscação de todos os materiais de divulgação, bem como da ameaça de expulsão da escola perante os estudantes e as suas famílias, são um caso lamentável e um crasso atropelo a um direito consagrado na Constituição da Republica Portuguesa, conquistada com a Revolução de Abril”.
Sobre isto, e contactado pela repórter do Jornal da Mealhada, Fernando Trindade afirmou: “A confiscação de materiais é verdade e justifica-se. As coisas carecem de autorização e de bons motivos para serem feitas. Acerca da expulsão é totalmente mentira”. Ao Diário as Beiras, também o aluno, responsável pela convocação da manifestação, indicou que “não foi confrontado com qualquer ameaça”. MSL |
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Data Publicação: 2009-11-08
Autor: JM
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