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Auto-estradas do Centro - Nova concessão custa 1,4 a 1,7 mil milhões

Apresentadas duas propostas para decisão das Estradas de Portugal

Dois consórcios, liderados pelas construtoras Soares da Costa e Mota-Engil, apresentaram propostas para a subconcessão das Auto-estradas do Centro que engloba a nova ligação de Coimbra a Viseu pelo norte do Buçaco, substituindo o IP3, e a ligação pelo IC2 de Coimbra a Águeda. Abertas as propostas a 5 de Fevereiro, a Estradas de Portugal soube que o investimento para o erário público estará entre os 1,4 e os 1,7 mil milhões de euros.
A subconcessão em causa inclui a construção, exploração e conservação de 187 novos quilómetros de auto-estrada, nos distritos de Aveiro, Coimbra e Viseu, mas também a requalificação de 192 quilómetros de estradas, de que se destaca o IP3 (Coimbra-Viseu). A ligação Viseu-Coimbra em perfil de auto-estrada terá uma extensão de 68Km, estimando-se em 42 por cento a redução do tempo de percurso entre os dois centros urbanos.
Segundo divulgou a Estradas de Portugal, no seu site, estão em causa dois tipos de custos diferentes nas propostas dos concorrentes. Os custos de construção das novas auto-estradas e o custo do esforço financeiro total exigido à EP, de construção, exploração, manutenção e financiamento bancário. Segundo informação do site e o Jornal de Noticias, em termos de custo financeiro total, a vantagem poderá estar – como já tinha estado no primeiro concurso público, anulado – com a Mota-Engil, que propõe 1,4 mil milhões de euros.
Já no que respeita a custos de construção, exclusivamente, a proposta da Soares da Costa, de 1.332 milhões de euros, é ligeiramente mais vantajosa. A Mota-Engil propõe 1.389 mil milhões. Este é o segundo concurso das Auto-estradas do Centro. O primeiro, como se anunciou nessa altura, foi anulado, pouco depois das eleições legislativas. Oficialmente, a Estradas de Portugal justificou a decisão com o facto de os concorrentes terem inflacionado as suas propostas, da primeira para a fase final do concurso. O consórcio da Mota-Engil subiu de 535 milhões para 1,1 mil milhões, e o da Edifer passou de 841 milhões para 1,9 mil milhões.
No caderno de encargos do novo concurso, a EP introduziu uma alteração. Estabelece que, no troço do IC2 Mealhada - Oliveira de Azeméis, só haja uma nova auto-estrada “quando o tráfego diário médio anual se torne superior a 12 500 veículos”. Enquanto for inferior, admite-se uma estrada com faixa de rodagem única, sem portagens.
A alteração, segundo a EP, é justificada pela “revisão recente das projecções de tráfego”. O troço Mealhada-Oliveira de Azeméis passa ao lado da A1 e da A 17 e, se construído, na zona Estarreja, haverá três auto-estradas paralelas num raio de 7 quilómetros.
As maiores obras da subconcessão são a construção de auto-estradas entre Coimbra e Mealhada (ou Oliveira de Azeméis), Coimbra e Viseu (além da manutenção do IP3) e Mealhada e Mangualde.


Data Publicação: 2010-02-24
Autor: JM

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